SECURITIZAÇÃO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS – FUTURO PARA O CRÉDITO IMOBILIÁRIO

Assista o vídeo elaborado pela CBIC-Câmara Brasileira da Indústria da Construção sobre o futuro do crédito imobiliário no Brasil.

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Convênio de Seguros da CBIC divulga as cláusulas essenciais à securitização de recebíveis imobiliários

A nova versão da Minuta Padrão de Promessa  de Compra e Venda de Imóvel, elaborada pelo Convênio de Seguros da CBIC  junto a entidades do mercado imobiliário e a assessorias jurídicas  especializadas, já traz em seu conteúdo as cláusulas indispensáveis para  a securitização dos recebíveis imobiliários, ainda na fase de  construção do empreendimento.

A iniciativa consiste em um  modelo de contrato único, válido no País inteiro, para a compra de  imóveis residenciais na planta. A nova versão do documento está  disponível no site da CBIC.

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Entenda a padronização da Minuta

A proposta de padronização contratual para todas as vendas em planta  traz inúmeras vantagens, que vão desde a inclusão de diferenciais que  garantem maior proteção ao consumidor e às incorporadoras, com mais  alternativas para o pagamento do imóvel, até a criação de seguros a  preços mais acessíveis.

Além disso, para a securitização de Certificados de Recebíveis  Imobiliários (CRIs) oriundos da venda em planta, é necessária uma  análise jurídica do grande volume de contratos relacionados, que acaba  se tornando mais complexa e demorada devido à variação entre esses  documentos.

Fonte:               Convênio Núcleo de Seguros CBIC                 |         19/01/2012 16:39:48

Vendas da MRV registram expansão de 15%

LUCIANE LISBOA.

ALBERTO COUTINHO / SECOM BA
O programa habitacional
O programa habitacional “Minha casa, minha vida” é uma das grandes apostas da empresa para crescer

A MRV Engenharia e Participações S/A, sediada em Belo Horizonte, atingiu vendas recordes em 2011. Conforme prévia operacional divulgada ontem, no ano passado a construtora apresentou um crescimento de 15% nas vendas contratadas, que totalizaram R$ 4,422 bilhões. No período, foram comercializadas 38,697 mil unidades. Com o resultado, a MRV atingiu o guidance de vendas contratadas do ano.

O valor dos lançamentos foi de R$ 4,632 bilhões em 2011, com um total de 41,825 mil unidades lançadas, o que representa uma expansão de 1% em relação ao exercício anterior.

“O ano passado foi historicamente o melhor da empresa em volume de vendas, assim como o quarto trimestre. Vimos que nossa aposta vem sendo acertada, já que a demanda continuou forte para as classes C e D, com renda variando de três a dez salários mínimos”, comemora o diretor Executivo de Finanças da MRV, Leonardo Guimarães Corrêa.

O banco de terrenos com valor geral de vendas (VGV) potencial estava em 17 bilhões em dezembro, o que significa crescimento de 5% (em 31 de dezembro de 2011, comparado com 30 de setembro de 2011). O tamanho médio do banco de terrenos no período era de 409 unidades por projetos. Já os terrenos adquiridos no quarto trimestre apresentaram tamanho médio de 692 unidades/projeto.

No ano passado, Minas Gerais ficou em terceiro lugar no ranking dos estados que tiveram mais lançamentos da MRV, com R$ 285,2 milhões e 20,5% de participação. Em primeiro lugar ficou São Paulo, com R$ 404,4 milhões e 29,1% do total lançado. Em segundo veio o Paraná, com R$ 351,5 milhões e 25,3% de participação.

Entre outubro e dezembro de 2011, a MRV também registrou o melhor trimestre de vendas contratadas da história da empresa, atingindo R$ 1,439 bilhão e 13.005 mil unidades negociadas. O crescimento foi de 33% em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 1,083 bilhão) e de 25% em comparação com o mesmo período de 2010 (R$ 1,148 bilhão).

Minha casa – De acordo com Corrêa, 90% das vendas no último trimestre foram originadas do programa de habitação popular do governo federal, “Minha casa, minha vida” (MCMV). Já, do ano todo, 88% dos contratos fechados foram relativos ao programa.

“O MCMV é muito importante para a MRV, e vamos continuar investindo neste segmento. Com o crescimento demográfico do país e o aumento real da renda, a perspectiva é de que a demanda continue aquecida nos próximos anos”, afirmou.

Conforme os dados divulgados pela empresa, o índice de “Velocidade de vendas” (VSO) atingiu 29% no quarto trimestre e o preço médio da unidade atingiu R$ 110,7 mil no período. O valor é 6% superior aos R$ 104,1 mil registrados no mesmo intervalo de 2010.

Na análise por estados, as vendas contratadas no último trimestre de 2011 foram lideradas por São Paulo, que movimentou R$ 711,2 milhões, o que representa 49,4% do total contratado. Minas veio em seguida, com R$ 217,9 milhões (15,1%).

Para este ano, a perspectiva da empresa continua extremamente positiva. A MRV projeta que o valor de vendas contratadas fique entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões. Caso se concretize o campo médio da previsão, em torno de R$ 5 bi, o valor representará um crescimento de 13% em relação ao total comercializado em 2011.

No comunicado ao mercado, a companhia também afirmou que a sua margem Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) deve ficar entre 24% e 28% no período

Publicada em 24-01-2012 – Diário do Comércio

Egesa inicia as obras de condomínio em Caratinga

Aporte pode chegar a R$ 620 mi.

RAQUEL GONDIM.

DIVULGAÇÃO
Vendas aceleradas no Parques do Vale levam a Egesa a buscar outras áreas
Vendas aceleradas no Parques do Vale levam a Egesa a buscar outras áreas

Quase dois anos após a assinatura do protocolo de intenções com o governo do Estado, a Egesa Engenharia iniciou a venda de lotes do Parques do Vale, projeto idealizado como uma “cidade planejada”, dentro de Caratinga, na região Leste de Minas. Conforme o gerente de Empreendimentos da empresa, João Ferraz Neto, a velocidade da comercialização deve adiantar o cronograma das obras, além de intensificar a difusão desse modelo de negócios para outros locais.

Ele diz, sem citar nomes de municípios, que a Parques do Vale Loteamento e Empreendimentos Imobiliários Ltda, empresa pertencente à Egesa, já está identificando terrenos em Minas e em outros estados para desenvolver projetos similares. Em Caratinga, a estimativa é de que a primeira fase do empreendimento, que ocupa uma área de 5 milhões de metros quadrados, seja entregue em setembro. Até o momento, as obras já consumiram R$ 200 milhões. A previsão é de que a construção como um todo demande investimentos de R$ 620 milhões.

Atualmente, está sendo negociado o Parque Lagoa Silvana, um complexo de luxo com 417 lotes de 450 a 1.700 metros quadrados; o Center Park, para uso comercial de pequeno porte e prestação de serviços; e o Business Park, composto por 135 lotes de mil a 10 mil metros quadrados, para a instalação de indústrias não poluentes, canais de distribuição e empresas.

De acordo com Ferraz Neto, considerando o cronograma e o sucesso de vendas, a construção da segunda fase, anteriormente prevista para começar no fim de 2014, deve ser iniciada em meados de 2013. A ocupação plena do Parques do Vale deve ocorrer em uma década, quando 32 mil pessoas freqüentarão o local diariamente.

O condomínio em Caratinga é um projeto inédito e marca a chegada da Egesa ao setor imobiliário. A empresa, focada em construção pesada, já atua também em setores como o de petróleo e gás, saneamento básico e agroindústria. O faturamento do grupo chegou a R$ 1,2 bilhão no último exercício.

Ferraz Neto estima que o ramo imobiliário possa ser, inclusive, um alento para a empresa diante da crise na Europa e nos Estados Unidos. “As expectativas são boas e os programas governamentais estão dando um grande apoio. O nosso projeto em Barreiros, por exemplo, nos ajudou a tomar importantes decisões tecnológicas”, diz referindo-se à construção de casas no “Minha casa, minha vida”, no interior de Pernambuco. No Nordeste, a Egesa inovou ao utilizar uma tecnologia mais eficiente para pré-moldados, além de galpões infláveis para seguir com as obras mesmo nos períodos chuvosos.

Publicada em 24-01-2012

Área acidentada exige estudo mais detalhado

Desabamentos são prova de que existem projetos vulneráveis.

SAULO BARBOSA.

ALISSON J. SILVA
O aproveitamento de todos os espaços em Belo Horizonte aumenta o risco
O aproveitamento de todos os espaços em Belo Horizonte aumenta o risco

A valorização do mercado imobiliário de Belo Horizonte e a escassez de terrenos na região têm motivado a construção de empreendimentos em áreas, a até há pouco tempo, descartadas por investidores do setor. No entanto, obras em áreas acidentadas exigem estudos mais precisos, além de investimento em projetos robustos.

O recente desabamento de dois prédios na Capital – Caiçara (Noroeste) e Buritis (Oeste) – e os laudos atestando o comprometimento de outros imóveis chamaram ainda mais a atenção para esse novo contexto e para os riscos inerentes a projetos imobiliários em áreas acidentadas. Irremediavelmente, o tema gerou insegurança.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Luiz Fernando Pires, acredita que os desabamentos registrados em Belo Horizonte serviram para alertar, tanto compradores quanto investidores, sobre a necessidade de acompanhamento dos projetos em execução. “Todas as partes envolvidas em novos empreendimentos podem e devem exigir a apres entação dos documentos que atestem o cumprimento de normas técnicas e de segurança. Também é muito importante conhecer e identificar os profissionais responsáveis pelo trabalho”, observou.

Sobre os desabamentos, Pires disse que os casos foram pontuais e não são suficientes para colocar em xeque a credibilidade da indústria da construção no Estado. “A engenharia está sujeita a falhas como qualquer outro segmento. Nas ocorrências registradas na Capital, há indícios de que diversos fatores tenham contribuído para o desfecho desastroso”, afirmou.

Segundo ele, a qualidade técnica das construtoras mineiras é alta. “O padrão de construção predial em Belo Horizonte é superior ao de diversos países no mundo. Não é à toa que as construtoras do Estado têm ampla atuação em território nacional e até mesmo no exterior. Os desastres foram casos isolados a partir dos quais não se pode fazer um julgamento global”, avaliou.

Para o engenheiro civil e membro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), Clemenseau Chiabi Júnior, as últimas ocorrências de falhas estruturais em prédios na Capital evidenciam a falta de estudos preliminares sobre estabilidade em condições adversas. “Não temos uma cultura sistemática de prevenção a períodos de chuva muito intensos, como o que acabou de ocorrer. É preciso aprofundar os estudos sobre o comportamento do solo em períodos de grande umidade. Atualmente, não são feitas muitas análises nesse sentido”, alertou.

O Crea é uma autarquia responsável pela fiscalização dos profissionais da área. “Não fiscalizamos obras. Essa responsabilidade é das próprias construtoras e dos investidores. Observamos se os técnicos têm a formação e a competência necessária para atuar nas diversas segmentações da engenharia”, explicou.

ALISSON J. SILVA
Construção de prédios residenciais na Capital em terrenos acidentados tem aumentado a cada dia
Construção de prédios residenciais na Capital em terrenos acidentados tem aumentado a cada dia

Construtoras – O engenheiro e gerente de projetos da Construtora Lider, Alessandro Ivo Otoni, disse que o primeiro passo para a definição de um empreendimento imobiliário é a análise geológica do terreno. “Dessa forma conseguimos mapear o interior da área para saber que tipo de estrutura o terreno é capaz de suportar”, explicou.

Segundo ele, nessa etapa é medido o nível do lençol freático da região, outro fator decisivo para a escolha da fundação a ser aplicada. “É preciso considerar que as dimensões do lençol freático pode variar conforme a época do ano”, observou.

Na seqüência, diz Otoni, deve ser feito um levantamento topográfico do entorno da área para que sejam constatadas as diferenças de níveis e definido o tipo de contenção. “No caso da Lider, quando estamos com todo esse relatório em mãos ainda contratamos uma empresa de geotecnia para acompanhamento de todo o processo de fundação. Isso nos dá ainda mais segurança”, disse.

De acordo com ele, nas etapas iniciais é possível antever muitos problemas. “Mesmo com o cumprimento de todas as prerrogativas não podemos descartar a hipótese de imprevistos no decorrer da obra. Por isso o acompanhamento é contínuo”, garantiu.

Para o gerente de empreendimentos da Construtora Egesa, João Olyntho Ferraz Neto, outro fator importante a ser observado é a regulação ambiental da área. “Na verdade, todo o processo começa com o licenciamento ambiental. Os terrenos devem passar pelo crivo dos reguladores do meio ambiente”, disse.

No entanto, ele alerta. “Existe um estoque de licenciamentos antigos em Belo Horizonte. Quando alguns foram feitos não tiveram o devido cuidado com a proteção das encostas e a declividade dos terrenos. Por isso é importante checar a data das emissões”, orientou.


Prefeitura
– Em entrevista coletiva concedida recentemente o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, isentou a administração municipal de responsabilidade nos incidentes ocorridos recentemente. “Pela legislação a prefeitura não tem responsabilidade técnica sobre as construções. A responsabilidade é do engenheiro que assina o projeto e do geólogo. A prefeitura avalia se os projetos estão de acordo com a legislação urbanística e com o código de obras no sentido de adequar os empreendimentos às exigências do código de obras e da lei de uso e ocupação do solo”, declarou.

Na ocasião o prefeito disse ainda que o Executivo não confere cálculos estruturais e análises geológicas, mas que pretende aumentar algumas exigências. “O que pretendemos fazer não muda em nada a responsabilidade sobre erros do passado cometidos pelos engenheiros e construtoras. Mas estamos preparando um decreto para aumentar o número de documentos que as construtoras precisam nos apresentar para nos assegurar, principalmente, de que estão sendo tomadas medidas de segurança.”

Em comunicado enviado via assessoria de imprensa, a administração municipal também se isentou da fiscalização que trata da segurança e vistoria dos edifícios. “Não é responsabilidade da prefeitura a manutenção e a conservação dos imóveis particulares, cabendo ao proprietário o zelo pela qualidade das edificações”, diz trecho do documento.

Publicada em 24-01-2012

Fonte: Diário do Comércio